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Meus concorrentes não têm site. Preciso de um?

Por Carlos Farnesi 2 min de leitura

Um perfil de rede social dentro de um terreno tracejado, ao lado de uma casa desenhada com a legenda casa própria

Resposta rápida

Sim, mesmo que os concorrentes não tenham. Rede social é terreno alugado: a regra e o alcance mudam sem aviso. O site é o endereço próprio da empresa, e é o que o Google e as IAs leem para responder quem procura. Concorrente sem site não é argumento, é espaço vazio na busca da cidade.

Uma confeitaria de Campinas vende quase tudo por WhatsApp, Google e indicação.

Na conversa sobre o site novo, a proprietária fez a pergunta que muito empresário pensa e pouco fala em voz alta.

Os concorrentes maiores da cidade não têm site. Por que eu preciso de um?

A pergunta é boa. E a resposta não está no concorrente.

O que funciona hoje continua funcionando#

WhatsApp vende. Indicação vende. Instagram mostra o trabalho.

Ninguém precisa largar o que dá certo.

A questão é outra: onde a empresa mora na internet.

A vitrine inteira mora num terreno alugado#

O perfil na rede social é da empresa. A rede social não é.

A regra muda sem aviso. O alcance cai sem explicação. O acesso pode travar justo na semana de mais pedido.

Quem constrói tudo ali constrói no terreno dos outros.

O site é a casa própria. O endereço é seu, o conteúdo é seu, e ninguém muda a regra no meio do caminho.

O cliente mudou o lugar onde pergunta#

Antes, quem queria uma encomenda para a festa pedia indicação a uma amiga ou procurava no Google.

Hoje, muita gente pergunta direto a uma IA. Quem faz isso aqui perto de mim?

A IA responde com o que encontra escrito na internet. O que está só no WhatsApp ela não enxerga.

Por isso aparecer no ChatGPT e no Google passou a depender do mesmo lugar: um site com as respostas escritas.

Duas colunas: o que o cliente encontra no Google e na IA quando a empresa está só na rede social e quando tem site próprio
Quem procura no Google ou numa IA encontra o que está escrito no site.

Preciso de um site se o concorrente não tem?#

Concorrente sem site não é argumento. É espaço vazio.

Se os maiores da cidade não estão lá, a busca da cidade está sem dono.

Quem chegar primeiro ocupa a resposta. Esperar o concorrente fazer é deixar ele ocupar.

O que foi decidido#

Para a confeitaria, a decisão foi um site de uma página só.

Ele mostra o melhor trabalho, organizado por categoria. E responde por escrito o que o balcão responde todo dia.

Sem loja virtual e sem catálogo infinito. Uma vitrine própria, simples, que o Google e a IA conseguem ler.

O WhatsApp, a indicação e o Instagram continuam. O site passa a ser o endereço que amarra os três.

O que fica com você#

A pergunta certa não é se o concorrente tem site.

É onde o seu cliente procura antes de decidir. E se ele encontra você lá.

Se a resposta é só a rede social, a sua vitrine está em terreno alugado.

E o dono do terreno pode mudar a regra amanhã.

Perguntas frequentes

Preciso de um site se já vendo bem pelo WhatsApp e pelo Instagram?

Precisa. O site não substitui o WhatsApp nem o Instagram. Ele é o endereço próprio da empresa, que não depende da regra de nenhuma rede, e é onde o Google e as IAs encontram o que responder sobre você.

Meus concorrentes não têm site. Isso não mostra que não precisa?

Mostra que a busca da sua cidade está sem dono. Quem publicar primeiro as respostas que o cliente procura passa a aparecer no lugar deles.

Um site de uma página resolve?

Para muita empresa pequena, sim. O que importa é mostrar o melhor trabalho e responder por escrito o que o cliente pergunta todo dia.

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